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Capacitação: O Único Caminho Para os Micro e Pequenos Empresários As empresas estão em constantes mudanças, cada vez mais necessitam de controles precisos e de informações oportunas sobre seu negócio para adequar as suas operações às novas situações. Observa-se que durante anos, a contabilidade foi vista apenas como um sistema de informações tributárias e na atualidade, ela passa a ser vista também, como um instrumento gerencial que se utiliza de um sistema de informações gerenciais para registrar as operações da organização, para elaborar e interpretar relatórios que mensurem os resultados e forneçam informações necessárias para tomadas de decisões empresariais, e para o processo de gestão: planejamento, execução e controle. As empresas de pequeno porte normalmente são administradas pelos próprios sócios, que tem formação técnica ligado ao seu negócio, mas sem a formação administrativa de gestão, tais como administração, finanças, economia, marketing, etc. isto tem levado a um grande numero de falências, concordatas e fechamento das pequenas empresas nos seus primeiros anos de vida. Em meus artigos tenho feito sugestões de capacitação dos dirigentes sugerindo que voltem às faculdades, fazendo uma pós-graduação em gestão empresarial para se reciclarem, como também criar a nível técnico, para aqueles empresários que não possuem curso superior, um curso de gestão empresarial. Sem o conhecimento do mercado, da concorrência, da formação de preços, do controle dos gastos, do controle dos estoques, do fluxo de caixa, do ponto de equilíbrio, de um planejamento tributário, da legislação pertinente ao seu negócio, tomam decisões incompatíveis com os objetivos da empresas levando-as a morte precocemente. Os profissionais dos escritórios de contabilidade, não estão preparados, e não se atualizam para fornecer um sistema de gestão com informações seguras e antecipadas, com alternativas de tomadas de decisões. Nesse sentido torna-se relevante também estudar o papel dos escritórios de contabilidade na gestão das micro e pequenas empresas que na sua maioria são administradas por tais “escritórios”, servindo-se dos seus próprios instrumentos tais como: a informação contábil, fiscal e gerencial, interpretando-os para informar, orientar e guiar a administração no seu processo de gestão e tomadas de decisões mais convenientes e integrar o sistema de informações contábeis ao sistema de gestão empresarial, evitando-se assim a mortalidade precoce das empresas. Nessa perspectiva, meu livro CAPACITAÇÃO – o desafio das micro e pequenas empresas, sugere alternativas de capacitação do micro e pequeno empresário, como também sugere alguns modelos de gestão que representa uma especialização da Ciência Contábil, uma aplicabilidade da contabilidade gerencial para auxiliar os gestores e proprietários das empresas de pequeno porte a controlar as suas atividades operacionais, e a interpretar e comunicar as suas informações de cunho gerencial, monitorando-as em todas as etapas do processo de gestão. O propósito do livro é também, avaliar as alternativas de capacitação para auxiliar o pequeno empresário no processo de gestão de seu negócio, pretendendo-se assim, que este usufrua de técnicas administrativas, de forma a poder, no futuro, manter as ações e os recursos da empresa focados nas atividades relevantes para a sua empresa, que não podem ser sacrificadas ou suspensas em função das atividades cotidianas. Nos Estados Unidos, após os escândalos financeiros das empresas Enron, Worldcom e outras, foi promulgada em 30/07/2002 a lei “Sarbanes-Oxley” também denominada lei “Sox” para que as empresas demonstrem eficiência na governança corporativa, isto é: (1) garantir a efetividade e eficiência nas operações; (2) dar confiabilidade aos relatórios financeiros; e, (3) atender as leis e regulamentos dos órgãos públicos. Com isto tanto as empresas serão incentivadas a não cometer atos ilícitos, como também os investidores que compram as ações estarão seguros. Este é um exemplo de preocupação de um país que valoriza e protege suas empresas e os investimentos da população, como também a economia como um todo, o que não podemos dizer o mesmo do Brasil. O Sebrae em pesquisas recentes mostrou que são poucas as micro e pequenas empresas que alcançam o 6o.ano de vida, trazendo desemprego, perda do investimento do empresário, prejuízo a economia como um todo e a frustração pessoal. Tudo isso por falta de um planejamento prévio do negócio, por deficiência e falta de conhecimento da gestão diária do negócio e outros motivos como crédito e incentivo do governo. A situação ainda continua a mesma, os números levantados pelo Sebrae continuarão a se repetir, pois não se faz nada ou pouco se faz, privilegiando alguns poucos que tem uma visão maior de negócio. O que poderá ser feito para evitar a mortalidade precoce das micro e pequenas empresas. Além da capacitação do micro e pequeno empresário que o próprio Sebrae já vem fazendo como também outras entidades o fazem, existe a necessidade de se estabelecer a obrigatoriedade quando da abertura de uma micro ou pequena empresa da apresentação de um Plano de Negócio para a obtenção do CNPJ, plano este aprovado pelo Sebrae, ou Associação Comercial, ou Federação das Indústrias, ou Simpi (Sindicato das micro e pequenas empresas), ou de outra entidade séria da categoria. Não estou com isso querendo complicar a vida das micro e pequenas empresas que já estão saturadas com tantas exigências e obrigações desnecessárias, mas que consigam planejar e decidir a respeito do futuro de sua empresa, conhecer melhor o mercado que irá atuar, saber quem serão seus clientes, seus concorrentes, os riscos e as oportunidades, identificar seus pontos fortes e fracos, analisar o desempenho financeiro de seu negócio, avaliar investimentos e retorno sobre o capital investido; caso ache muito complicado tudo isso, você ainda não está preparado para iniciar o negócio. È oportuno lembrar que, o próprio governo está exigindo através do MCT, BNDES, CNPQ, um Plano de Negócio, como base para análise e concessão de crédito, financiamento, benefícios fiscais e recursos às empresas; se você terá que apresentar este plano para conseguir crédito porque não fazê-lo quando da abertura da sua empresa, você ficará mais bem preparado, e o escritório de contabilidade que irá fazer a abertura de sua empresa, poderá colaborar em muito, pois, ele próprio conhecerá melhor o negócio que você irá entrar dando-lhe sugestões de quais os melhores caminhos a seguir. Uma boa idéia não é combustível suficiente para dar a partida num negócio, muito menos para mantê-lo em movimento. O sucesso depende da conexão de muitos fatores e variáveis. Grande parte dele depende da visão de futuro do empresário, de como ele imagina a empresa, a contribuição que dará a ela e a contribuição que ela dará ao mercado, outra parte vem de um bom Plano de Negócios. Cláudio
Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão
de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando
empresas. quinta-feira, 13 de julho de 2006 12:11 |
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